quinta-feira, 14 de abril de 2016

“A Senhora da Van” ilustra a solidão na terceira idade

Filme com Maggie Smith narra a história real de uma idosa que morou durante 15 anos numa van estacionada na garagem de um dramaturgo

Nova parceria entre o diretor Nicholas Hytner e o dramaturgo e roteirista Alan Bennett, a comédia britânica “A Senhora da Van” inspira-se em fatos envolvendo experiências do próprio Bennett. Desta vez, a dupla de “Fazendo História” (2006) e “As Loucuras do Rei George” (1994) narra a história “quase toda real” de uma senhora que viveu numa van na garagem de Bennett por quinze anos.
Com ares de lucidez e loucura, a motorista/moradora da van é a Senhora Shepherd (Maggie Smith, indicada ao Globo de Ouro pelo papel). Ela parece ter encontrado o lugar perfeito para estacionar no bairro de Camden, em Londres. A dupla personalidade de Bennett (Alex Jennings), ao mesmo tempo personagem e autor da história, mistura invenção e realidade a cada novo contato do escritor com a excêntrica e rude “hóspede”.

Humor burguês e pretenso fundo social
Acostumado a converter os conflitos com a mãe em monólogos divertidos, Bennett encontra em Shepherd inspiração para uma nova peça. Hytner une cinismo e o humor discreto típico dos britânicos para criar uma fábula sobre os limites entre altruísmo e oportunismo artístico.
Nos termos confortáveis de qualquer outra comédia inglesa, “A Senhora da Van” exibe dramas burgueses protegidos por um ar de intelectualidade engajada em questões sociais. Mal faz rir e também se encerra em sua própria banalidade classuda.

http://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/critica-a-senhora-da-van-ilustra-a-solidao-na-terceira-idade

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